quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O homem que plantava árvores

Em meio a viagens, de um andarilho europeu pelos morros áridos e devastados do sul Francês, no início do século passado foi possível conhecer um homem solitário e ancião, quase um eremita, morando numa cabana em meio a essa hedionda paisagem. Como já estava anoitecendo, o andarilho acabou aceitando a hospitalidade do idoso e passou a noite lá.

Durante a noite, nosso viajante perscrutou o trabalho de seu anfitrião que separava sementes boas das ruins. Ao amanhecer percebe o homem plantando as sementes em meios escapos dos mesmos morros áridos e devastados, que por serem estéreis, só permite que menos da metade das sementes germinem, embora grande parte seja destruído por insetos ou outros animais herbívoros.

Vendo toda a perseverança do velho, o viajante decide ficar na região e ajudou o velho, e com o tempo descobre um vilarejo que sobrevive ao intempérismo da natureza, mas por terem perdido as esperanças e a fé, perderam a força de vontade, e ficaram a mercê da violência e da injustiça.

Com alguns anos de trabalho, e com a ajuda de alguns vetores naturais, a pequena plantação de sementes transformou-se num lindo bosque, rico em fauna e flora, e principalmente com o retorno da esperança ao pequeno vilarejo.

Posteriormente, o parque chegou a tornar uma reserva florestal, mas acabou sendo largada e parcialmente destruídas durante as guerras mundiais, mas mesmo com o passar dos anos o velho continuou a plantar sementes, mesmo que a natureza já realize seu ciclo.

Essa história mostra a perseverança de um homem que planta sementes, e embora nem todas germinem, todas outras que germinarem poderão repassar seu êxito a outros, para que também germinem, ou seja, essa história é uma alegoria onde as terras áridas e hereges são a sociedade em que vivemos que tem o mesmo espírito do velho vilarejo sem perspectiva, onde as sementes são as pessoas com vontade de crescer e de evoluir mas por não encontrar pessoas capazes de acreditar nelas e não desistir acaba se misturando nessa sociedade, e por fim o velho será a pessoa experiente e calejada que acabou germinando e procura fazer com que outras pessoas também consigam.

Para fazer uma analogia, essa alegoria se encaixa perfeitamente no papel de uma escola, em especial na Pedreira, onde são relacionados os melhores alunos (melhores sementes) pelo preceptor (velho) e durante um grande período de aulas(perseverança e cuidado com as sementes), ele espera que pelo menos alguns desses alunos possam ajudar outros(árvores se reproduzindo).

2 comentários:

Silvio disse...

Acredito que o homem é capaz de plantar sementes, embora nem todas germinem e gerem bons frutos uma ou centenas dela há de se tornarem árvores, e se reproduzirem e gerarem forças contra a depredação da vida e falta de objetivos e estimativos. Pois o homem possui o poder da diligência quando bem administrado pode da há vida ao lugar mais devastado do mundo nem que esse lugar fosse nossos próprios corações, pois o homem possui o poder de dar vida ao mundo, mas também de destruir-lo.

Thales disse...

Texto muito bem produzido, detalhou muito bem a historia, contando seus principais fatos. Utilizou muito bem a gramática, ficou um excelente texto, e ainda comparou de forma muito clara com o andamento em uma escola. Ótimo texto.